O texto que se segue é a crónica de quinta-feira do site da Rádio Sesimbra-FM, mas não resistimos à tentação de a reproduzir neste universo.
"O Governo tem um compromisso com os portugueses, desde a campanha eleitoral que conferiu poderes a Durão Barroso para se aliar com um partido a quem o eleitorado não reconheceu idoneidade suficiente para lhe guiar os destinos.
Esta obrigação assumida pelo líder do partido mais votado nas últimas legislativas circunscreve-se apenas às promessas feitas pelos candidatos do PPD/PSD por esse país fora e não pode o primeiro-ministro andar por aí a dizer que o que conta é o programa do Governo aprovado pela Assembleia da República, porque esse é fruto de uma negociação que desrespeitou o voto popular.
E porque o dia a dia dos portugueses está a ser marcado pelas políticas impostas pelo minoritário CDS-PP vemos surgirem reivindicações de grupos de pressão que querem destruir as poucas garantias que ainda restam a quem vive da sua força de trabalho, como o que reuniu esta semana em convenção e que dá pelo nome de «Compromisso Portugal» e onde os mais de quinhentos empresários admitiram que a falta de capacidade de gestão possa estar na origem dos problemas do País para o qual propõem trinta medidas para empresas e políticos ultrapassarem esta condição.
Curiosa a defesa apresentada pelo economista António Borges quando disse que ficou desapontado pela falta de qualidade e competência e que a nossa gestão não tem nível suficiente para encontrar o padrão de produtividade ao nível da Europa.
Os empresários são claros a pedirem compromissos e consideram que há falta de acordo entre partidos e o passo lento das reformas do Estado e criticam a falta de flexibilidade da legislação laboral.
O conclave insistiu na redução da carga fiscal e na liberalização do mercado de trabalho.
Interessa agora que o Governo presidido por Durão Barroso faça um “ligeiro” esforço para não se deixar levar pelas “reivindicações” dos empresário, mostrando que não cede a pressões, até porque, desde que tomou posse que não cede às “exigências” dos sindicatos".
Publicado por dizerbem em fevereiro 12, 2004 12:26 AM